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quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Filtro


Estive pesquisando sobre a freqüência com que a palavra ‘voz’ é mencionada nas Escrituras Sagradas. No total são cerca de quinhentas citações, sendo trezentas e setenta vezes no Antigo Testamento e as demais, cento e trinta, no Novo Testamento.
Encontramos os tipos de voz com que nós nos expressamos, como por exemplo: a voz da nossa oração, da súplica, do clamor, de júbilo, voz do cântico e voz do louvor, a voz do gemido e do pranto, dentre tantas.
Mas, quero pensar um pouquinho no tipo de voz que estamos acostumados a escutar. E mais, sobre a maneira como as ouvimos.
Ué! Então há um jeito certo de ouvir? Eu diria que, para aquele que quer desenvolver uma vida de fé, há, sim, uma forma adequada de aplicar os ouvidos às vozes que tentam se comunicar conosco. Em I Co 14.10 lemos que há ‘tanta espécie de vozes no mundo e que nenhuma delas é sem significação’.
Às vezes nos vemos muito embaraçados sobre o que fazer – que decisão tomar – em relação a determinadas coisas! Você já percebeu que, em alguns momentos ou situações, quanto mais ouvimos as pessoas mais enrolados ficamos e nos tornamos ainda mais confusos? Há momentos em que até temos medo de tomar certas decisões.
Em Romanos 10.17 lemos ‘a fé vem pelo ouvir, e o ouvir vem pela palavra de Cristo’. Muitos temos lido e entendido que ‘a fé vem pelo ouvir, e ouvir a palavra de Deus’. Mas não é assim que diz o texto do apóstolo Paulo.
Ali vemos uma afirmativa de suma importância, a de que damos fé naquilo que ouvimos; é o que ouvimos que fundamentará a nossa fé, e que fundamentará as nossas decisões. Há muitas pessoas que colocam fé nas ‘abobrinhas’ que ouvem ao longo da vida.
Se quisermos a fé verdadeira, temos que ouvir ‘pela palavra de Cristo’. É como se a palavra de Cristo atuasse como um filtro para os nossos ‘ouvidos espirituais’. Ou seja, tudo o que nós ouvimos, de quem ouvimos etc, deve passar pelo filtro da Palavra de Deus. Não é tudo que entra por nossos ouvidos que deve ser acolhido em nosso coração.
Mesmos as vozes dos mestres, dos profetas, dos sacerdotes, de irmãos ‘ungidos’ têm que passar pelo filtro. Encontramos uma infinidade de textos que nos advertem a que não julguemos as pessoas, mas aquilo que ouvimos delas.
Muitas vez a voz de uma menininha como a serva de Naamã [II Rs 5.5] vale mais que a voz de um profeta como Balaão [Jd 11]. No entanto, uma e outra voz deve ser filtrada pela Palavra de Deus.
Lembremo-nos de que sempre seremos responsáveis pelas decisões que tomamos e nunca poderemos culpar as outras pessoas pelos conselhos que nos deram. Elas não são culpadas por acolhermos suas idéias, opiniões, profetadas, sugestões etc, se nós não passarmos as suas palavras pelo eficiente filtro da Palavra de Deus.
Finalmente, você quer saber que tipo de pessoa tem querido falar conosco além do Senhor, de nossos mentores, pais, mestres etc? Então vejamos alguns exemplos.
A voz do cônjuge – Gn 3.17
A nossa própria voz – Gn 4.23
A voz do povo – Jz 21.2 [cuidado; a voz do povo não é a voz de Deus]
A voz do amigo – I Sm 19.6
A voz dos poderosos – I Sm 24.16
A voz de endemoninhados – I Sm 28.12
A voz do silêncio – I Rs 18.29
A voz das aves – Ec 12.4
A voz do temor – Is 30.19
A voz dos estranhos – Jo 10.5
Nisso pensai!

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